domingo, 25 de outubro de 2015
OS BENEFÍCIOS DA ORAÇÃO DO ROSÁRIO
PAPA LEÃO XIII - CARTA ENCÍCLICA DIUTURNI TEMPORIS - SOBRE O
ROSÁRIO DE NOSSA SENHORA, A TODOS OS NOSSOS VENERÁVEIS IRMÃOS, OS PATRIARCAS, PRIMAZES,
ARCEBISPOS E BISPOS DO ORBE CATÓLICO, EM GRAÇA E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA
Veneráveis Irmãos, Saúde e Bênção Apostólica.
Proteção de Maria
sobre o Pontificado de Leão XIII
1. Quando refletimos sobre o longo período de tempo que, por
vontade de Deus, temos passado na suprema dignidade do Pontificado, não podemos
deixar de reconhecer havermos experimentado de modo o mais tangível a singular
assistência da Providência Divina. Na verdade, pensamos deva isto
principalmente atribuir-se às orações unânimes, e, por isto mesmo,
eficacíssimas, que agora toda a Igreja incessantemente eleva a Deus por Nós,
como outrora por Pedro. Por isto, antes de tudo agradecemos do mais profundo do
coração ao Senhor, dispensados de todos os bens.
E, enquanto tivermos vida, a Nossa alma conservará uma fiel
recordação de cada singular benefício d'Ele recebido. Mas logo depois o Nosso
pensamento suavemente se volve para a maternal proteção da augusta Rainha do
Céu; e esta piedosa lembrança viverá indelével no Nosso coração, para nos mover
a magnificar os benefícios de Maria e a nutrir para com ela a mais sentida
gratidão. Dela, com efeito, como de um canal repleto, desce a onda das graças
celestes: "nas suas mãos se acham os tesouros das divinas
misericórdias" (S. João Damasceno, Sermo I de Nativitate) "É vontade
de Deus que ela seja o princípio de todos os bens" (S. Ireneu, Contra
Valent. 1, III, c. 33). E Nós firmemente esperamos poder encerrar a Nossa vida
terrena no amor desta terníssima Mãe: amor que com todas as Nossas forças
sempre nos esforçamos por cultivar e estender sempre mais.
A Obra do Pontífice
para a devoção ao Rosário
2. Já de há tempo Nós, movido pelo desejo de colocar na tão
aumentada devoção para com a Virgem, como numa rocha inexpugnável, a salvação
da humanidade, nunca cessamos de promover entre os fiéis a piedosa prática do
"santo Rosário". Para este fim, já desde o primeiro dia de Setembro
do ano de 1883, publicamos uma Carta Encíclica, e, como todos vós bem sabeis,
em seguida temos promulgado sobre este assunto vários outros decretos. E, já
que os desígnios da divina misericórdia nos concedem ver, ainda este ano, a
aproximação do mês de Outubro, já reiteradamente por Nós dedicado e consagrado
à celeste Rainha do Rosário, não queremos deixar de renovar-vos a Nossa exortação.
Portanto, a fim ,de que sejam brevemente resumidos todos os esforços por Nós
até agora feitos para o incremento desta singular forma de oração, entendemos
de coroar a Nossa obra com um último documento que quer demonstrar, com
evidência ainda maior, o Nosso zelo e a Nossa solicitude por esta
louvabilíssima manifestação de piedade mariana, e ao mesmo tempo estimular o
ardor dos fiéis a conservar piedosamente na sua integridade a bela prática do
santo Rosário.
Resumo dos documentos
pontifícios sobre o Santo Rosário
3. Portanto, impelido pelo constante desejo de manifestar ao
povo cristão o poder e a grandeza do Rosário mariano, Nós recordamos antes de
tudo a origem, mais celeste que humana, desta oração. E, para este fim, pusemos
em evidência que esta maravilhosa coroa é um enredo de saudações angélicas,
intercaladas pela oração dominical, unidas pela meditação. Assim composto, o
Rosário constitui a mais excelente forma de oração, e o meio mais eficaz para
alcançar a vida eterna, visto como, além da excelência das suas orações, ele
nos oferece uma sólida defesa da nossa fé e um sublime modelo de virtude, nos
mistérios propostos à nossa contemplação. Além disto demonstramos que o Rosário
é uma prática fácil e adaptada à índole do povo, a qual apresenta, outrossim,
na recordação da Família de Nazaré, o ideal mais perfeito da vida doméstica.
Por tais motivos os fiéis sempre lhe experimentaram o salutar poder.
O Mês de Outubro e a
Festa do Rosário
4. Depois de havermos inculcado, especialmente com estas
razões e com os Nossos reiterados apelos, a prática do santo Rosário, Nós,
seguindo o exemplo dos Nossos Predecessores, demo-nos, além disso, pressa de
juntar a importância e a solenidade do seu culto. Dos Nossos Predecessores,
Sixto V, de feliz memória, aprovou o antigo costume de recitar o Rosário;
Gregório XIII instituiu a festa do Rosário; Clemente VIII introduziu-a no
Martirológio; Clemente XI estendeu-a a toda a Igreja; e Benedito XIII inseriu-a
depois no Breviário Romano. Assim Nós, em perene testemunho do Nosso apreço por
esta forma de piedade, além de havermos decretado que dita festa e o seu Oficio
sejam celebrados em toda a Igreja, com rito duplo de segunda classe, também
quisemos que o mês de Outubro inteiro fosse consagrado a esta devoção. Enfim,
prescrevemos que nas Ladainhas Lauretanas se acrescentasse a invocação:
"Rainha do sacratíssimo Rosário", como augúrio de vitória na presente
luta.
Indulgências anexas à
recitação do Santo Rosário
5. Depois disto, não restava senão fazer conhecer aos fiéis
o imenso valor e as grandíssimas vantagens ligadas ao Rosário mariano, pelos
numerosos privilégios e direitos com que ele foi enriquecido, e sobretudo pelo
tesouro de Indulgências de que goza. E certamente não é difícil compreender o
quanto estas vantagens devam ser estimadas por aqueles que pensam seriamente na
sua eterna salvação. Com efeito, aqui se trata de obter, total ou parcialmente,
a remissão da pena temporal a pagar nesta ou na outra vida, mesmo depois de
haver sido cancelada a culpa. Tesouro este, sem dúvida, preciosíssimo, porque
constituído pelos méritos de Cristo, aos quais se juntaram os da Mãe de Deus e
dos Santos. A tal tesouro, o Nosso Predecessor Clemente VI com razão referia aquelas
palavras da Sabedoria: "Inexaurível tesouro é ela para os homens: aqueles
que dela fazem uso proporcionam-se amizade junto a Deus" (Sab. 7, 14). Já
os Romanos Pontífices, por força do seu supremo poder recebido de Deus, abriram
largamente os mananciais de tais graças aos membros das Confrarias do Santo
Rosário, e àqueles que rezam o Rosário com devoção.
Anúncio de uma
constituição sobre as confrarias do Rosário
6. Também Nós, portanto, persuadidos de que estas graças e
estas Indulgências, como outras tantas fúlgidas jóias bem dispostas, aumentam o
esplendor da Coroa de Maria, após madura reflexão decidimos promulgar uma
"Constituição" sobre os direitos, privilégios, Indulgências,
reservados às Confrarias do Rosário. Seja essa "Constituição"
considerada um público testemunho do Nosso amor à augusta Mãe de Deus e, ao
mesmo tempo, um estímulo e um prêmio à piedade dos fiéis, a fim de que, na hora
extrema tia sua vida, possam ser confortados pelo seu auxílio, e suavemente
adormecer sobre o seu seio.
7. É esta a graça que rogamos a Deus, pela intercessão da
Rainha do sacratíssimo Rosário. E, entrementes, como penhor e auspício dos
favores celestes, concedemos a vós, Veneráveis Irmãos, ao vosso clero e ao
vosso povo a Bênção Apostólica.
Dado em Roma, junto a S. Pedro, a 5 de Setembro de 1898,
vigésimo primeiro ano do Nosso Pontificado. LEÃO PP. XIII.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
HISTÓRIA DA PADROEIRA DO BRASIL
No dia 12 de outubro,
comemoram-se três datas, embora poucos lembrem-se de todas elas: Nossa Senhora
Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da
América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente à primeira data,
e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado
em 1980.
Há duas fontes sobre o achado da
imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no
Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma. Segundo estas fontes, em 1717 os
pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio
Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois
toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de
uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto
onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem
e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes.
Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada
no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor
escura.
Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de
Felipe
Pedroso, um dos pescadores, e
passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida
que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu
um oratório, que, logo constatou-se, era pequeno para abrigar os fiéis que
chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de
Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para
abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada
de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.
Em 1834 iniciou-se a construção
da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888,
a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma
coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8
de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora
da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil,
declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.
A construção da atual Basílica
iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo Engenheiro Benedito Calixto de
Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por ocasião da comemoração do 250.º
Aniversário do encontro milagroso da imagem, ainda com o templo inacabado. O
Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança
pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se
pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de
romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e
cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João
Paulo II ao Brasil.
A data comemorativa à Nossa
Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento da imagem no Rio) foi fixada
pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre
tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a
presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença
notável durante todo ano.
A imagem encontrada e até hoje
reverenciada é de terracota e mede 40 cm de altura. A cor original foi
certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio,
bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram
os símbolos da devoção dos fiéis à santa. Em 1978, após o atentado que a
reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria
Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos
afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei
Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.
Seja qual for a autoria da imagem
ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças
alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de
pessoas. Se quiser saber mais detalhes sobre a Basílica e sua programação,
visite o site www.santuarionacional.com.br, no qual também é possível acender
uma vela virtual.
Nossa Senhora Aparecida rogai a
Deus por nós.
domingo, 16 de agosto de 2015
DEUS FEZ MARIA, A VITÓRIA E PERFEITO LOUVOR Ir. Kelly Patrícia. CD MINHA...
No dia da Assunção de Nossa Senhora, nada mais justo do que louvá-la como aquilo que ela é a Rainha do céu, e intercessora nossa junto ao seu Filho Jesus.
sábado, 8 de agosto de 2015
MARIA CARTA VIVA DE DEUS
“Com toda evidência vós sois uma carta de Cristo confiada a
nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não
em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, nos vossos corações” (II Cor 3,3).
São Paulo escreve esta Palavra aos membros da Igreja em
Corinto. O frei Raniero Cantalamessa usa esta Palavra para referir-se a Nossa
Senhora, Mãe e figura de toda a Igreja. E faz isto amparado pela tradição da
Igreja: Orígenes falou de Maria como uma tabuazinha encerada sobre a qual Deus
pôde escrever tudo aquilo que quis e Sto Epifânio, Como um livro grande e novo
no qual só o Espírito Santo escreveu. A carta viva de Deus que é Maria, começa com uma palavra que guarda em si, como
uma semente, toda a sua vida: “Alegra-te ó cheia de Graça, o Senhor está
contigo”(Lc 1,28). Naquele momento o Espírito sopra no coração de Maria o
entendimento de que Deus a favorecera grandemente, que a enchera de Graça sem
mérito algum de sua parte, e que também sem mérito algum de sua parte a convida
a tomar parte no seu desígnio de amor por toda a humanidade. Deus a elege
gratuitamente.
Que significa para nós o fato da história de Maria começar
assim? Significa que para nós também, no começo de tudo está a graça, a livre e
gratuita eleição de Deus.
A primeira obra do Espírito na vida de Maria foi purificá-la
de todo pecado Original no ato de sua criação, imprimindo nela a marca de sua
eleição, da escolha divina em sua vida. Na nossa vida, a primeira obra do
Espírito é também, junto com o Pai e o Filho, criar-nos e eleger-nos para Deus,
e purificar-nos do Pecado Original pelo Batismo. Tudo isto, como em Maria,
acontece na nossa vida gratuitamente, sem mérito algum de nossa parte, Não
pudemos merecer, e nunca poderemos pagar nossa eleição à vida o chamado que
Deus faz a nós. A vida de Maria, como carta escrita por Deus a nós proclama
esta verdade em primeiro lugar.
Assim como Maria, ao tomarmos conhecimento de nossa eleição,
e da gratuidade da Salvação que nos foi ofertada por Deus, o mesmo Espírito nos
impulsiona ao desejo de doarmos inteiramente a nossa vida a Ele, como fez
Maria: “Faça-se em mim segundo a vossa Palavra”, e ao próximo, como fez Maria,
correndo para servir sua prima Isabel. De fato, Maria se oferece a Deus como
uma página em branco, na qual Ele pode escrever tudo o que quiser.
Porém, ser dócil à ação do Espírito não consiste exatamente
em inatividade, mas em ação inteiramente submissa à vontade divina. O menino
por ela concebido é obra do Espírito Santo. Porém nem todos creem nisto, e por
esta razão Maria avançou desde o princípio por uma estrada onde todas as placas
de sinalização parecem dizer: para trás! Ela avançou sempre antes de qualquer
confirmação por parte da história. O seu sim foi suscitado não por fatos
externos, mas pelo próprio Espírito Santo nas profundezas de sua alma. É sempre
assim que se realizam as grandes obediências. Deus derrama sobre nós o Seu
Espírito, e este nos impulsiona à Caridade, que nos impele a fazer o que Deus
quer. Deus nunca impõe a sua vontade, mas dá a Caridade. Assim é que o sim de
Maria é inteiramente livre, é o sim nupcial da esposa para o esposo. Sta
Teresinha do menino Jesus conta em seu manuscrito o momento em que se ofereceu
a Deus para sempre: “Foi um beijo de amor. Sentia-me amada e dizia: amo-te,
dou-me a ti para sempre”. O sim de Maria é também o sim da filha que se sabe
infinitamente amada pelo Pai, como na oração de Charles de Forcauld: “É para
mim uma exigência de amor o doar-me e o entregar-me nas tuas mãos sem medida,
com uma confiança infinita porque tu és o meu Pai”.
Depois da Anunciação, todas as situações vividas por Maria
eram uma aparente contradição às promessas divinas: o nascimento de Jesus em
extrema pobreza, a profecia de Simeão, a necessidade de fugir para o Egito, a perda
de Jesus no templo, sua vida escondida durante trinta anos, as perseguições, a
morte cruenta… Deus chamou Maria a percorrer caminhos especiais, nos quais ela
não tinha outra defesa contra as evidências senão a sua Palavra ouvida no
íntimo.
Somos chamados a seguir o itinerário de Maria, a sua vida no
Espírito, caminho aonde não se pode reduzir Deus às nossas próprias ideias, às
nossas próprias medidas, porque isto seria rebaixar a Deus, querer fazê-lo
igual a nós, quando Ele vem para nos elevar até Ele e seus Caminhos “são
infinitamente superiores aos nossos”.
Fonte: COMUNIDADE
SHALOM
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