sábado, 7 de fevereiro de 2015

JESUS CRISTO É FILHO DE MARIA.


§27. Visto que a graça aperfeiçoa a natureza e a glória aperfeiçoa a graça, é certo que Nosso Senhor, no Céu, é ainda tão filho de Maria como o foi na Terra. Conservou, portanto, a submissão e a obediência do mais perfeito de todos os filhos para com Maria, a melhor das mães.
- Cuidemos, porém, de não ver nesta dependência rebaixamento algum de Jesus ou alguma imperfeição. Maria, estando infinitamente abaixo de seu Filho, que é Deus, não se lhe impõe como uma mãe da Terra o faz a seu filho, que lhe é inferior. Maria está toda transformada em Deus pela graça e pela glória, que transformam n'Ele todos os santos. Por isso não pede, não quer, não faz nada que seja contrário à eterna e imutável vontade de Deus.
- Quando, pois, se lê nos escritos de São Bernardo, São Bernardino, São Boaventura etc., que no Céu e na Terra tudo está sujeito a Maria, até o próprio Deus, deve apenas entender-se que a autoridade que Deus lhe quis conceder é tão grande que parece igualar o poder divino, e que as suas orações e súplicas são tão poderosas junto de Deus que equivalem sempre a ordens junto da sua majestade.
Ele não resiste nunca à oração de sua dileta Mãe, porque é sempre humilde e conforme à sua vontade.
- Moisés deteve tão poderosamente a cólera de Deus contra os Israelitas, pela força da sua oração, que este Altíssimo e infinitamente misericordioso Senhor, não lhe podendo resistir, pediu-lhe que o deixasse encolerizar-Se e castigar aquele povo rebelde (Ex 32, 10).
- O que então não devemos pensar, com muito mais razão, da humilde oração de Maria, mais poderosa junto de Deus que as preces e as intercessões de todos os anjos e santos do Céu e da Terra?!
É, pois, o querer de Deus que se realiza plenamente em sua criatura a qual foi “predestinada a participar do mesmo eterno desígnio de misericórdia que predestinou o Salvador Jesus, pois ela é a Mãe de Deus que se fez homem. Não há dois decretos, um relativo ao Verbo Encarnado, e outro à Virgem sua Mãe, mas um só e mesmo plano de infinita bondade, congregando a ambos numa indissolúvel aliança. Nem Maria sem Jesus, nem Jesus sem Maria”.

                                       (Pe. Jean-Baptisten, SJ).

 Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem Maria - São Luis Maria Grignion de Monfort.



sábado, 31 de janeiro de 2015

MARIA EXEMPLO DE INTERCESSÃO


    Ainda que todos os cristãos tenham o poder de interceder uns pelos outros, a pureza e santidade do intercessor aumentam o poder da súplica. A Bíblia está repleta de exemplos do Senhor “escutando” as preces dos justos. Eis alguns casos: Provérbios 15,8: “O sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor, mas a oração dos retos é o seu contentamento”.
    Provérbios 15,29: “O Senhor está longe dos ímpios, mas escuta a oração dos justos”. Tiago 5,16-18: “A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orou com fervor para que não chovesse, e durante três anos e seis meses não choveu sobre a terra”. Provérbios 28,9: “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominada” 1 Pedro 3,12: “Pois os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos à sua súplica, mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal”
     Salmo 32,6: “Pelo que todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas a ele não chegarão”.
Daniel 9,21-23: “Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente, e tocou-me à hora do sacrifício da tarde. Ele me instruiu, e me disse: ‘Daniel, agora vim para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para declará-la a ti, porque és muito amado…’”.
    2 Crônicas 6,29-30: “Toda oração e súplica que qualquer homem ou todo o teu povo Israel fizer, conhecendo cada um a sua praga e a sua dor, e estendendo as mãos para esta casa, ouve tu dos céus, do assento da tua habitação. Perdoa, e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, segundo vires o seu coração (pois só tu conheces o coração dos filhos dos homens)”.
     Agora, uma vez que a Bíblia demonstra tão claramente que aqueles que são justos ou corretos são ouvidos pelo Senhor, e já que também sabemos que aqueles que se encontram no céu não são impuros nem injustos (caso contrário não teriam como resistir à presença de Deus), então nós podemos afirmar que as preces dos santos têm um poder e eficácia muito maiores do que às daqueles que ainda se encontram sobre esta terra, que ainda caminham na imperfeição. De acordo com isto, percebemos que as orações intercessoras de Maria, que é a Mãe de Deus e mais pura que qualquer outra pessoa humana, têm um poder ainda mais especial.


Fonte: COMUNIDADE SHALOM

sábado, 24 de janeiro de 2015

THEOTOKOS - MÃE DE DEUS


    Deus Uno e Trino exigiu uma grande fé de Maria Imaculada, no decorrer de sua vida. Teremos pensado bastante naquilo que Deus pediu à humilde mocinha judia que todas as gerações chamaram e chamarão de bem aventurada? Apareceu-lhe um Anjo e lhe disse que Ela, uma virgem, conceberia, permanecendo virgem, e que se tornaria mãe, conservando sua preciosa virgindade; que ela não conheceria homem, mas seria “encoberta pela sombra do Espírito Santo”. E continuou dizendo à humilde moça, de pais muito pobres, que o Filho a que daria à luz “seria Grande e seria chamado Filho do Altíssimo”. Haverá no mundo outra sucessão de tão altas improbabilidade e semelhantes impossibilidades? Então, como se lesse a exclamação que aflorasse aos lábios humanos: “Impossível”‘, o mesmo Anjo continuou dizendo: “Na verdade, nada é impossível a Deus”‘.
Maria acreditou, entregou-se e silenciou. Após a anunciação, a primeira palavra que ouviu sobre este assunto viria a testemunhar que, à sua condição de “Elousa”, Virgem cheia de ternura, fora acrescentada a de “Theótokos”, a Mãe de Deus: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lc 1,42).
   Mãe de Deus! Pela segunda vez, Maria ouvia esta expressão revelada de forma extraordinária. Ela expressava a um tempo sua vocação, o sentido de toda a sua vida e o mistério insondável que a cercava. Nove meses separavam Maria do encontro face a face com o Filho. No seu interior, entretanto, o Encontro há muito se dera. É este Encontro o sustentáculo permanente no suceder de luz e sombra que prova a fé da Mãe de Deus. Ao encontro glorioso com Isabel e a exultação do Magnificat, seguem-se as portas fechadas na Cidade de Davi. A fé mais uma vez provada e vitoriosa de Maria é recompensada por Deus com a visita dos Reis Sábios, a adoração dos anjos e pastores e, sobretudo, o Filho que acaricia, contempla, amamenta, beija, acalenta. A prova surpreende-a e a José mais uma vez: Herodes busca o menino: é preciso fugir. Maria e José temem em sua humanidade. O coração, porém, está firme: “Nada é impossível a Deus”.
   À medida que o Menino crescia, o Mistério ora revelava-se ora ocultava-se diante do olhar atento da Mãe, entre os risos e brincadeiras mais corriqueiras do Filho do Altíssimo. Sentia-se “um prolongamento d’Ele, (via-se) delineada nos traços do seu rosto” e meditava no mistério insondável de serem seus aquela carne e aquele sangue (RM,20). Nos Seus afagos de criança, nos olhares de admiração de Filho para Mãe, reconhecia-se, como toda mãe, indelevelmente “delineada no âmago de sua alma”, como Ele, há muito estava na dela.
    O Mistério aprofunda-se na “segunda anunciação”: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições – e uma espada transpassará a tua alma” (Lc 2,34). E novamente esconde-se na aflição e reencontro: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?” (Lc 2,49). A Mãe não entende, apenas acolhe e guarda estas coisas em seu coração.
    Maria acolhe e ama Jesus, o Filho de Deus, pois o Pai não a chamou para “simplesmente exercer as sublimes funções de mãe de Jesus segundo a carne, mas para ser aquela mulher que, representando o povo de Israel e toda a humanidade, acolhesse o grande dom de Deus, a misteriosa auto comunicação de Deus ao mundo na pessoa de Jesus; e para que, mediante esta acolhida, criasse em torno de Jesus um ambiente educativo, de amadurecimento humano, de profundas experiências religiosas. E assim foi feito. Nela, Israel aceitou amorosamente e com fé inquebrantável o dom de Deus e esperou sua manifestação”. “Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram!” (Lc 11,27). Maria não ouviu esta exaltação da mulher que, profundamente tocada por Jesus, a abençoava e exaltava. Somente depois, ela acompanharia Jesus em sua atividade messiânica. Diz García Paredes: “Dir-se-ia que as palavras daquela mulher desconhecida fizeram com que Maria saísse de seu esconderijo. Através delas, passou rapidamente pela mente da multidão, pelo menos por um instante, o Evangelho da infância de Jesus (…) no qual Maria está presente como a mãe que concebe Jesus em seu seio, lhe dá a luz e o amamenta maternalmente: a mãe a que se refere aquela mulher do povo”. A este grito, porém, em um novo momento de revelação do Mistério, Jesus responde: “Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lc 2, 28), como o faria desta vez em presença de Maria, que aguardava uma ocasião para falar com ele: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” E, apontando com a mão para os seus discípulos, acrescentou: “Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão e minha irmã e minha mãe” (Mt 12,48ss). Terá esta afirmativa de Jesus despertado no coração de Maria as palavras que desde os Seus 12 anos ela guardava em seu coração: “Devo cuidar das coisas de meu Pai?” Nunca se poderá dizer com certeza. O fato é, que estes três momentos apontam em uma mesma direção: o Reino de Deus que dá “uma dimensão nova e um novo sentido” a tudo aquilo que é humano; e, por conseguinte, a todos os laços humanos” (RM,20). A maternidade, vista na dimensão do Reino de Deus e na irradiação da paternidade do próprio Deus, adquire uma nova dimensão. Maria compreende e assume esta nova dimensão em sua vida, na qual Deus se auto revela de maneira contínua e de forma cada vez mais transparente. Pela fé na Palavra que ela provara de modo crucial na Anunciação, Maria se torna Mãe e irmã de Jesus. Mergulha, assim, naquele “misterioso vínculo espiritual que se estabelece entre Ele e aqueles que ouvem a Palavra, tomando-a uma realidade em suas vidas”.
    Ao acolher estas palavras de Jesus, Maria, a “discípula” por excelência, assume mais uma característica da missão de seu Filho, que lhe prepara o coração para assumir a maternidade da Igreja e n’Ela e com Ela mais uma vez acolhê-la, amá-la e gerá-la no coração de seus irmãos e filhos. Mais uma vez o mistério se revela. Uma vez mais, Maria diz “sim”, mesmo sem compreender todas as consequências, em amor inabalável Àquele que lhe pede ainda um passo adiante.

FONTE: COMUNIDADE SHALOM
(1) ALV AREZ DE MIRANDA, Pe. Femando Maria, S.L De Maria Nunca Basta. Ed. Loyola, S. Paulo, 1988, p.23.
(2) PAREDES, José C. R. Garcia, A Verdadeira História de Maria. Ed. Ave Maria, S. Paulo, 1988, p.29.
(3) João Paulo lI. Redemptoris Ma
ter. Ed. Paulinas, 1988.
(4) Ibid, idem.
(5) Ibid, p. 32.

(6)e (7) Ibid, p. 30.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

NOSSA SENHORA DO MILAGRE



Festa 20 litúrgica dia 20 de Janeiro

       No livro Atos dos Apóstolos, no capítulo 9, São Lucas narra à conversão de Paulo de Tarso que, de perseguidor da Igreja, se tornou o apóstolo de Jesus, depois que teve a visão no caminho de Damasco. Sua conversão encheu de pasmo os primeiros cristãos! Caso semelhante se deu em Roma no dia 20 de janeiro de 1842. Um jovem de 27 anos, chamado Afonso Ratisbonne, judeu de raça e religião, banqueiro1, aparentado com a riquíssima família Rotschild, nutria manifesta antipatia pela fé católica, converteu-se a esta fé de repente. Parando em Roma, a caminho do Oriente Médio, acompanhara um amigo a Igreja de Santo André Delle Frate, unicamente para esperar seu amigo Teodoro de Bussière, que era católico. Este conseguiu quatro dias antes desta feliz experiência, que o jovem israelita levasse no peito, a Medalha Milagrosa de Nossa Senhora, apenas como enfeite, argumentou o amigo, já que você não acredita. Afonso Ratisbonne cedeu com relutância e meio jocosamente. Aceitara também, uma copia do Lembrai-vos (conhecida oração composta por São Bernardo), que prometera rezar todo dia. Ali na Igreja de Santo André delle Fratte a Santíssima Virgem lhe apareceu tal como está representada na Medalha Milagrosa.
     É Ratisbonne mesmo quem relata: “Estava eu na Igreja de Santo André Delle Frate, fazia pouco tempo, quando, de repente, senti algo inexplicável; levantei os olhos e tudo estava turvo. Toda luz havia se concentrado numa única capela e do centro desta irradiação apareceu, de pé, sobre o altar, brilhante, cheia de majestade e meiguice, a Virgem Maria. Raios luminosos jorravam de suas mãos, exatamente como representado na Medalha Milagrosa. Ela fez sinal com a mão para que eu ajoelhasse.
   Uma força irresistível me empurrou em sua direção. Ela parecia dizer: ‘muito bem’, mas não precisou falar, porque eu compreendi tudo”. Chorando, Ratisbonne estava transtornado, levado por uma forte emoção. Incapaz de se expressar exclamava:”...Eu vi Maria, eu a vi, eu a vi  e suplicava:”leve-me a um padre”. Ratisbonne, iluminado por luzes extraordinárias, abriu-se ao mistério da Fé. Fez um breve retiro espiritual, rezou bastante, meditou muito na sua dureza de espírito até então e pela bondade divina sobre ele e sua gente, nunca agradecida por ter sido o povo eleito para levar o nome de Deus aos confins da terra. Depois de receber instrução religiosa suficiente, foi batizado no dia 31 de janeiro do ano de 1842. Comungou pela primeira vez e, no mesmo dia, foi crismado. Continuou depois recebendo instrução religiosa, estudou teologia e foi ordenado sacerdote em 1848. Nessa data acrescentou “Maria” a seu nome em sinal de agradecimento pela graça recebida. Ao considerar tal acontecimento, todos passaram a dizer: “É obra de Nossa Senhora do Milagre!”.
   Ratisbonne, iluminado por luzes extraordinárias, abriu-se ao mistério da Fé e fixou residência na Palestina, dedicando-se aos catecúmenos judeus convertidos ao cristianismo. Ajudou seu irmão Teodoro, também sacerdote e fundador da Congregação Nossa Senhora de Sion.

                                                          Por Pe. Roque Vicente Beraldi, Cmf

 Livro a Medalha Milagrosa – histórias e celestiais promessas, 8ª edição de julho de 2002 - de João S. Clá Dias – Takano Editora Gráfica Ltda.

sábado, 17 de janeiro de 2015

NOSSA SENHORA E A EUCARISTIA


      O Papa João Paulo II escreveu o documento Ecclesia de Eucharistia falando da extrema ligação de Nossa Senhora com a Eucaristia. Há um nexo profundo entre Maria Santíssima e a Eucaristia; ele afirma que Ela foi o primeiro sacrário do mundo, por essa razão, Ela em tudo tem a ver com Jesus Eucarístico. A primeira coisa que o saudoso Pontífice nos recorda é que Maria não estava presente no momento da instituição da Eucaristia, na Santa Ceia, pois não era o papel dela estar lá, mas através de sua intercessão, realizou-se o milagre da transubstanciação pelo poder do Espírito Santo. O que faz um homem ser homem? É a beleza física? A cor dos seus cabelos? O formato de sua orelha? Nada disso. O que o faz ser homem é algo que não se vê, é a alma! É a essência de alguém que o faz ser quem é. Assim, quando vemos a hóstia branca, redonda, de diversos tamanhos, não fazemos conta da essência, da substância e é isso que acontece no momento da transubstanciação, ou seja, a transformação da substância vinho e pão para Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus se torna acessível às pessoas na comunhão. Todos podem receber a Eucaristia, independentemente de sua condição física ou psicológica. Deus quis que você recebesse o Corpo, a Alma e a Divindade de Cristo. É Jesus, que se esconde e se aniquila através da Eucaristia. Só há um caso em que o Senhor não está na hóstia: é quando o trigo ou o vinho se estragam, deixando de ser pão e vinho, não tem como ser Jesus. Jesus não “está” no pão, Jesus é o Pão Consagrado. Quantas vezes, Ele entra na boca de um bêbado e até de alguém que não está preparado para recebê-Lo na comunhão. 
       Quando compreendermos o amor de Jesus por nós, nosso desejo pela Eucaristia será maior. Hóstia significa “vítima oferecida em sacrifício”. Cristo deu o poder aos sacerdotes para consagrarem a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue d’Ele por inteiro, é a palavra de Cristo pelo sacerdote. O sacramental é aquilo que depende de nossa fé; mas, o sacramento é diferente, pois, por exemplo, no sacramento do batismo a criança não precisa ter fé para acontecer a graça, pois é Deus quem opera. Todos nós conhecemos a passagem bíblica que narra as Bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12). Naquele momento, o Senhor mudou tanto a aparência como a substância do líquido, diferentemente do que acontece durante a consagração, na celebração da Santa Missa. A essência do trigo é o próprio Corpo de Cristo; a essência do vinho é Seu próprio Sangue. Assim como Jesus se fez presente no seio da Santíssima Virgem Maria durante a gestação, quando O recebemos na Hóstia Consagrada, Ele está presente dentro em nós. Então, como Maria, podemos cantar o “Magnificat”. Nosso Senhor Jesus Cristo se encarna no corpo de cada um de nós, também com o desígnio de nos salvar. Ele tem uma paixão enorme pela nossa essência, a nossa alma, por isso, tenta de todas as maneiras salvá-la. Diante disso, cabe a nós olharmos para Cristo, na Eucaristia, com a mesma adoração que Isabel recebeu Maria, quando grávida, ao visitá-la (cf. Lucas 1,39-56). Assim como a Igreja e a Eucaristia não se separam; a Virgem  Maria e a Eucaristia também não se separam. Quem entra na comunhão com Cristo, entra na escola de Maria, pois Ela tem muito a nos ensinar!
                                                                                                                                                                                               Por Prof. Felipe Aquino.


Fonte: Sou todo teu Maria tu és toda minha

sábado, 10 de janeiro de 2015

A PREDILEÇÃO DO PAI POR MARIA


    §16. Deus Pai não deu ao mundo o seu Unigênito senão por Maria. Por mais ardentes que fossem os suspiros dos Patriarcas e as súplicas que durante quatro mil anos lhe fizeram os Profetas e os Santos da Antiga Lei para obterem esse tesouro, só Maria o mereceu. Só Ela encontrou graça diante de Deus pela força das suas orações e pela grandeza das suas virtudes. Diz Santo Agostinho que, não sendo o mundo digno de receber o Filho de Deus diretamente das mãos do Pai, este O deu a Maria, para que os homens O recebessem por Ela. O Filho de Deus fez-Se homem para nos salvar, mas foi em Maria e por Maria. Deus Espírito Santo formou Jesus Cristo em Maria, mas só depois de lhe ter pedido o consentimento por um dos primeiros ministros da sua corte.
    §17. Deus Pai, para dar a Maria o poder de produzir o seu Filho e todos os membros do seu Corpo Místico, comunicou-lhe a sua fecundidade, na medida em que uma simples criatura a podia receber.

Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem Maria - São Luis Maria Grignion de Monfort